Os primeiros computadores eram contruídos com válvulas, enormes, desajeitados, lentos, caríssimos e sujeitos a falhas frequentes. Com o advento dos transistores, os computadores tornaram-se mais rápidos, menores e mais confiáveis; mas eles ainda não eram acessíveis à maioria das empresas, devido ao seu alto custo. Na década de 60 surgiram os circuitos integrados. A eletrônica entrou em um processo de aceleração. Os computadores tornaram-se muitas vezes mais rápidos, mais baratos, mais eficientes e menores. Os microcomputadores, na realidade, também são computadores. Apenas recebem o nome microcomputador por serem equipamentos compactos, embora de dimensões muito reduzidas, possuem mais recursos funcionais do que muitos computadores de grande porte de uma década atrás. Com o barateamento do preço dos circuitos integrados a partir do fim da década de 1970, algumas pessoas se dedicaram ao passatempo de produzir pequenos computadores para uso próprio. Mas tais computadores, embora fossem os precursores dos modernos microcomputadores, não tinham praticamente nenhuma utilidade. Seus protótipos tiveram origem em laboratórios caseiros. O grande passo para popularizar o microcomputador foi dados por dois rapazes nos Estados Unidos (Stephen Wozniak e Steven Jobs). Os dois juntaram suas pequenas economias e construíram, numa garagem, um dos primeiros microcomputadores totalmente montado num só aparelho (antes eram vendidos em kits de montagem), ao qual deram o nome de Apple I. A receptividade foi muito grande e o microcomputador não parou mais de evoluir rapidamente. No Brasil, durante a década de 1980, diversos fabricantes lançaram-se no mercado, com modelos semelhantes aos da linha Sinclair, Apple, TRS-80 e compatível IBM PC. Definiram-se, assim, quatro "famílias" principais. Os primeiros micros brasileiros surgiram por volta de abril/maio de 1981. Foi nessa época que a Dismac lançou o seu D-8000, um microcomputador semelhante ao famoso TRS-80 (americano), e foi logo seguida por outros fabricantes, grandes e pequenos, como a HP, Prológica, Microdigital, Digitus, etc. Mas isto foi apenas o começo de uma avalancha. A tabela a seguir mostra os principais microcomputadores fabricados no Brasil e alguns modelos com importância histórica na evolução da microinformática mundial. Vários desses equipamentos fazem parte do acervo deste museu. Correções, comentários e complementos sobre os dados contidos na tabela devem ser enviados para curador@mci.org.br.
Relação dos microcomputadores fabricados no Brasil não pertencentes a linha IBM/PC (aqui). |